Eu às vezes me acho um cara chato, porque não consigo ver as notícias e ler coisas como “Diretor de Felicidade” sem pensar que é apenas uma modinha, um hype, uma maneira de empresas aparecerem na mídia e parecerem “modernas”.
Essa semana tenho lido sobre essa nova tendência: “Diretor de Felicidade”, e estou me perguntando se isso é sério ou apenas barulho.
Isso me fez lembrar do filme “Joker” (sim, o vilão do Batman) de 2019, dirigido por Todd Phillips e interpretado por Joaquin Phoenix.
Arthur Fleck, um comediante falido, é constantemente ridicularizado, desprezado e maltratado. Ele busca a felicidade através da conexão com os outros – seja tentando fazer as pessoas rirem com suas piadas, criando um vínculo com sua vizinha ou ansiando pelo reconhecimento de seu ídolo na TV, Murray Franklin.
A busca pela felicidade é um tema central na existência humana. Filósofos, psicólogos e pensadores têm refletido sobre se a felicidade é um estado interno ou se é influenciada por fatores externos, como a empresa em que trabalhamos ou o cargo de Diretor de Felicidade, por exemplo.
Enquanto a filosofia oriental e a espiritualidade argumentam que a verdadeira felicidade surge de dentro, a perspectiva ocidental tende a enfatizar mais as circunstâncias externas.
Na realidade, a maioria dos especialistas concorda que a felicidade é o resultado de uma interação complexa entre fatores internos e externos.
A psicologia positiva, um ramo da psicologia que estuda a felicidade e o bem-estar, sugere que a felicidade envolve um equilíbrio entre prazer (sensações e experiências positivas), engajamento (estar completamente absorvido em atividades que nos interessam e nos desafiam) e significado (usar nossos pontos fortes para contribuir com um propósito maior).
Dessa forma, a felicidade depende tanto da nossa interpretação interna dos eventos e circunstâncias quanto das condições externas de nossas vidas.
O ambiente de trabalho desempenha um papel crucial no bem-estar e na felicidade geral das pessoas.
No caso de Arthur Fleck em “Joker”, ele trabalha como palhaço de aluguel em uma empresa que parece ter pouco ou nenhum cuidado com o bem-estar de seus funcionários. Ele frequentemente se vê em situações desagradáveis e até perigosas, o que contribui para sua marginalização e desumanização.
Se a empresa onde Arthur trabalhasse tivesse uma abordagem mais proativa para cuidar de seus funcionários, muitos aspectos de sua vida poderiam ter sido significativamente diferentes. Seria este o trabalho do “Diretor de Felicidade” ?
Se essa empresa tivesse criado um ambiente de trabalho acolhedor, de apoio e seguro, poderia ter ajudado a aliviar muitas das pressões e adversidades que Arthur enfrentava.
Isso não significa necessariamente que Arthur não se tornaria o Coringa, pois sua transformação é resultado de diversos fatores.
Agora minha pergunta é: isso já não é um papel dos líderes? Isso já não é uma das funções do RH?
Criar um “cargo de diretor de felicidade” é no mínimo algo sexy para o marketing da empresa, mas me parece que todo líder deveria ter essa função.
É fundamental que os líderes se preocupem com o bem-estar e a felicidade de seus colaboradores.
Eles devem criar um ambiente de trabalho positivo, onde os funcionários se sintam valorizados, apoiados e seguros.
Além disso, é importante que os líderes incentivem o engajamento dos colaboradores, nosso carro forte aqui na @epic digitais , em atividades que sejam significativas e desafiadoras.
O papel do setor de Recursos Humanos também é crucial nesse sentido. Eles devem implementar políticas e práticas que promovam o bem-estar dos funcionários, desde cuidados com a saúde mental até programas de desenvolvimento pessoal e profissional.
Criar um “cargo de diretor de felicidade” pode ser uma maneira de destacar a importância desse aspecto dentro da empresa, mas isso não deve ser apenas uma posição isolada. Todos os líderes e membros da equipe devem se envolver ativamente na busca pela felicidade e no cultivo de um ambiente de trabalho positivo.
É hora de repensarmos o papel dos líderes e do RH. A felicidade dos funcionários não pode ser apenas uma tendência passageira, ou um hype pra aparcer nas mídias, mas sim uma preocupação constante e genuína. Afinal, um ambiente de trabalho feliz e saudável contribui para o sucesso e o crescimento sustentável das empresas!
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