Numa improvável convenção filosófica intergaláctica, onde Zeno de Cítio (o pai do estoicismo) estaria confraternizando com o Grande Juju Cósmico e um pernilongo metido a besta, erguer-se-ia a questão: “Mosquitos têm necessidade e finalidade no Universo ou são só um baita bug no código cósmico?”

Segundo os estoicos, tudo que existe tem algum papel na grande ópera da Natureza — e a Natureza, por definição, não faz nada sem uma razão (e, convenhamos, ela adora adicionar uns detalhes irritantes, como as dores de cabeça e os mosquitos). Assim, se existir um propósito universal, presumimos que até o zunzunzum do mosquito em seu ouvido deve trazer algo de “bom” para o todo.

Mas qual seria essa ‘finalidade estoica’ do mosquito?

A filosofia estoica fala em aceitar o que não podemos mudar, pois “pode ser que esse fato tenha algum papel num plano maior que não enxergamos completamente”. Bom, um mosquito pode ser aquela pequena adversidade diária para treinar sua virtude da paciência — ou pelo menos, para você exercitar o tapa ninja zen. Talvez o inseto seja um lembrete vivo da efemeridade (tentar esmagá-lo é um exercício de memento mori muito particular).

E a ‘necessidade’ de sua existência?

Na teia ecológica, já demonstramos que mosquitos são a base proteica de várias criaturinhas e, vez ou outra, também polinizam plantas descuidadas. Logo, mesmo que seja difícil admitir, há ali uma utilidade biológica (e aí os estoicos diriam: “Ora, se eles estão aqui, a Natureza deve ter suas razões”).

No entanto, se formos especular Cosmicamente, na escala astronômica em que estrelas nascem e morrem, e onde planetas colidem num balé pouco romântico, fica a dúvida: será que o Universo, num sentido amplo, se importa com picadas e coceiras? É aquela desconfortável perspectiva de que, comparados à infinitude, mosquitos (e nós mesmos) podem ser irrelevantes — ou tão fundamentais quanto qualquer outra matéria estelar, pois tudo compõe a sinfonia do existir.

Minha Tese “Mosquiteira Estoica”

No campo micro (Terra, ecossistema, nossa paciência testada), os mosquitos têm uma finalidade: são peças no quebra-cabeça ambiental e testes vivos de virtus estoica.

No campo macro (regiões distantes onde a Via Láctea faz a Dança da Galáxia), provavelmente não há nenhuma divindade sideral que tenha decretado: “Se um dia faltarem mosquitos, todo o espaço se dobrará sobre si mesmo!” — não, eles são simplesmente parte do fluxo, nem mais nem menos especial que um punhado de poeira estelar (embora sejam, sim, muito mais barulhentos).

Na perspectiva do estoicismo, tudo se encaixa na ordem natural das coisas. Até o mosquito, esse pentelho universal, pode ser visto como necessário — pois sem ele, onde exercitaríamos nossa resiliência e tolerância? Alguém pensou em ligar a TV e ver novela? Nah, não é tão intenso quanto espantar mosquitos de madrugada.

Conclusão Stoico-Mosquiteira

Mosquitos têm sim finalidade (manter ecossistemas, testar nossa paciência, criar oportunidades de introspecção estoica) e necessidade (são um elo na cadeia da vida).

No grande escopo do Universo, porém, sua importância é tão relativa quanto a nossa — todos somos partículas no grande cozidão cósmico. Mas, parafraseando o estoicismo, se está aí, faça o melhor com o que tem.

E, caso alguém reclamasse do barulho, Zeno recomendaria um tapa firme e estoico na própria coxa para espantar o inseto. Sem lamentações.

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