(Ou: como evitar apaixonar-se pela primeira besteira que passou pela sua cabeça)
Imagine que sua mente é como uma impressora jato de tinta dos anos 90: a primeira folha sempre sai meio borrada, com a fonte errada e talvez um pedaço de relatório de 2004 grudado no canto.
Pois bem. É exatamente assim com ideias.
A psicologia criativa — esse campo maravilhoso onde cientistas testam coisas como “quantas ideias um ser humano precisa ter antes de ter uma que preste” — já nos alertou: quantidade gera qualidade.
💡 O Efeito da Quantidade sobre a Qualidade (sim, isso existe mesmo)
Um estudo famoso conduzido por Dean Keith Simonton (sim, ele tem nome de professor que reprova por prazer) analisou a produção de gênios criativos como Mozart, Darwin e até Thomas Edison. A conclusão?
Quanto mais ideias eles produziam, mais chances tinham de gerar algo genial.
A primeira ideia? Normalmente é óbvia.
A segunda? Uma variação da óbvia.
A terceira? Está começando a esquentar.
Da quarta à sexta? A mágica começa.
A sétima? Bingo. Inovação com cheiro de unicórnio fresco.
🧠 O número 7 e o cérebro humano
O psicólogo George A. Miller cunhou a famosa teoria dos “7 ± 2” em 1956, que sugere que nossa memória de curto prazo armazena cerca de sete unidades de informação por vez.
Ou seja, sete ideias é o limite criativo do seu HD mental antes de precisar de um reboot ou um café.
🧪 Um experimento mental simples (sem risco de explosão):
Imagine que você precisa criar um novo curso sobre criatividade para adolescentes.
- Curso “Criatividade para Jovens” (zzz…)
- Oficina de TikToks Educativos (já melhora)
- Criatividade com memes (opa!)
- Hackeando ideias com IA (hmm…)
- Criando mundos com storytelling (gostei)
- Curso narrativo gamificado com avatar personalizável (tá quente!)
- Uma jornada interativa onde o aluno é o protagonista de uma saga épica que desbloqueia habilidades criativas conforme avança na história (🔥🔥🔥)
Se você tivesse parado na segunda ideia, teria criado algo que já está disponível… e entediante.
✅ Por que você DEVE gerar pelo menos 7 ideias:
- Evita o óbvio preguiçoso.
- Força o cérebro a explorar territórios desconhecidos.
- Dá tempo para o “efeito incubação” agir.
- Ajuda a combinar ideias distantes entre si.
- Cria variedade para testes e feedbacks.
- Estimula pensamento lateral.
- Aumenta exponencialmente as chances de genialidade espontânea.
🤡 Mas e se nenhuma das 7 for boa?
Parabéns, você está um passo mais próximo da oitava.
(Que talvez envolva um polvo tocando ukulele… mas ei, é original.)
📦 Em resumo:
Não confie na primeira ideia.
Desconfie da segunda.
Ri da terceira.
Comece a levar a coisa a sério na quarta.
E só se apaixone lá pela sétima.
🎯 C.H.A.V.E. do Post:
- Conhecimento: Geração de ideias múltiplas melhora a qualidade final.
- Habilidade: Praticar brainstorm estruturado.
- Atitude: Persistir além da primeira solução.
- Visão: Inovação exige volume.
- Experiência: Testar ideias é tão importante quanto tê-las.
