Digital Money 2.0

A corrida pelo Digital Money 2.0 é real. Tal como foi a corrida espacial ou a Guerra Fria, esta será uma disputa para ver quem será o dono das melhores tecnologias para gerenciar esses novos formatos de moedas digitais.

Do sal ao digital

história do dinheiro tem várias fases, desde o uso do sal para pagar o salário (vem daí o nome, caso você não tenha se ligado) até as modernas criptomoedas, muita coisa aconteceu e muitos boletos (chora, Gen Z) foram emitidos – mas nem todos pagos. As primeiras moedas surgiram na região da Lídia, atual Turquia, por volta do século VII a.C. Já o papel-moeda surgiu na China durante a Dinastia Tang (618 a 907 d.C.) e ironicamentr são os próprios chineses que estão novamente na vanguarda do setor. Pois é, o criador quer acabar com a criatura através de projetos que podem dar fim ao dinheiro físico como conhecemos. O futuro da bufunfa já chegou, mas o que esperar para os próximos anos? Olho no lance…

Nem a mãe Dinah

O dinheiro já é eletrônico. Transações são feitas com cartão de débito/crédito ou por aplicativos de bancos sem precisar contar cédulas ou conferir o troco. Porém, o mundo parece se encaminhar para uma versão 2.0 da grana digital: ela será baseado em tokens via blockchain, que são a base das criptomoedas, das stablecoins e das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). As criptomoedas são as mais pops e desde o surgimento do Bitcoin, em 2008, elas cresceram em quantidade e valor, passando dos USD 2 trilhões. A característica que delas é a descentralização, isto é, não há um bancão ou qualquer big boss que as controle.

O contra-ataque 

As criptomoedas se tornaram tão populares que fizeram os bancos centrais se coçarem em todo o mundo. Inclusive, alguns já estão desenvolvendo suas próprias moedas digitais, ou CDBCs, com a China sendo a mais avançada nesse sentido. O país já fez testes-piloto com o yuan digital, que já foi disponibilizado a mais de 100 mil chineses e pode ser usado em paralelo ao yuan tradicional. Com elas, será possível evitar a intermediação de bancos, ou seja, adeus taxas! Algo semelhante ao Pix brasileiro, mas muito mais estruturado. Entretanto, essa nova moeda chinesa é centralizada, por isso pode ser rastreada, diferente das criptomoedas que foram sua principal inspiração. 

União estável

Outra moeda que é a cara do futuro são as stablecoins como o Diem, o criptoativo do Facebook que anteriormente era chamado de Libra. A ideia era criar uma moeda global, mas devido a regulamentações o projeto mudou: agora, a rede social planeja criar um ativo digital estável para cada país. As stablecoins são baseadas em blockchain, mas não estão sujeitas a uma alta volatilidade de preços. Diferente das criptomoedas, a stablecoin não funciona por blocos de transação, já que possui uma estrutura única que facilita a integração de aplicações. Com isso, a rede fica muito mais leve. Uma das maiores vantagens das stablecoins é a aposta que as Big Techs fazem nelas. Isso pode fazer surgir novas tecnologias para o dinheiro tokenizado.

O futuro chegou

A corrida pelo Digital Money 2.0 é real. Tal como foi a corrida espacial ou a Guerra Fria, esta será uma disputa para ver quem será o dono das melhores tecnologias para gerenciar esses novos formatos de moedas digitais. A descentralização pode ser um grande benefício, mas mesmo as CBDCs têm suas vantagens, com uma política monetária e fiscal muito mais eficiente do que a atual. Claro que ainda tem o lance da volatilidade, especialmente quando falamos das criptos, mas, o fato é que cada vez mais novos formatos vão aparecer por aí. A pergunta que fica é: ficaremos mais ricos? Não necessariamente…


Fonte: https://www.tecmundo.com.br/the-brief