Alguns anos atrĂĄs, eu entrei no Instituto Ibmec pra uma missĂŁo que parecia simples: ajudar a criar um ecossistema de empreendedorismo. FĂĄcil, nĂ©? Quase tĂŁo fĂĄcil quanto montar um mĂłvel sueco com manual em japonĂȘs e peças de um brinquedo do McLanche Feliz.
A verdade é que o Ibmec jå tinha tudo: gente inteligente, prédio bonito, café forte. Mas faltava uma coisa: caos criativo com método (meu superpoder secreto).
Passei quatro anos por lĂĄ. Quatro. Anos. Onde eu nĂŁo apenas ajudei a construir pontes â eu meio que virei uma das pontes. Entre alunos e o mercado, entre ideias e ação, entre “acho que vou tentar” e “olha mĂŁe, uma startup!”.
Foram centenas de conversas, provocaçÔes, sessĂ”es de estratĂ©gia e momentos âcaramba, isso tĂĄ funcionando mesmo?â. E o mais divertido: nunca precisei me vestir de terno. SĂł precisei estar presente, provocar perguntas difĂceis e rir das respostas mais ainda.
Hoje olho pra trĂĄs e vejo que aquele ambiente, que antes parecia um pouco preso aos PowerPoints da dĂ©cada passada, virou um parque de diversĂ”es pra quem quer empreender com propĂłsito â e um pouco de ousadia.
Foi divertido. Foi intenso. E foi transformador.
Pra eles. E pra mim também.
