Organizações gostam de celebrar a criatividade em momentos específicos.

Um workshop.

Uma semana de inovação.

Um hackathon.

Uma palestra inspiradora seguida por fotos, postagens e a promessa de que, a partir daquela segunda-feira, todos pensarão diferente.

Normalmente não pensam.

Não por falta de vontade. Mas porque, quando o evento termina, as pessoas voltam aos mesmos calendários, processos, incentivos e formas de avaliação.

A criatividade foi estimulada. O sistema permaneceu intacto.

A OCDE chama atenção para a importância das parcerias entre universidades, escolas, professores e lideranças educacionais no desenvolvimento de competências para inovação.

A palavra importante é “parcerias”.

Competências complexas não são instaladas em uma tarde. Elas surgem quando existe tempo para experimentar, repertório para comparar, segurança para errar e acompanhamento para transformar uma boa ideia em prática recorrente.

Os mercados oferecem uma analogia curiosa.

Nesta semana, investidores direcionaram US$ 46,1 bilhões para fundos de alta liquidez. Diante da instabilidade geopolítica, preferiram preservar capacidade de resposta.

Liquidez não é ausência de decisão. É infraestrutura para decidir quando a circunstância muda.

Na educação, criatividade cumpre papel semelhante.

Ela não serve apenas para produzir ideias interessantes. Serve para ampliar o número de respostas disponíveis quando o plano original deixa de funcionar.

O documentário Everest: The Other Side começou como registro de uma expedição inédita. A morte de uma das protagonistas transformou o projeto em outra coisa: uma investigação sobre perda, continuidade e propósito.

A força da obra não veio da fidelidade absoluta ao briefing.

Veio da capacidade de reconhecer que a realidade havia criado uma pergunta mais importante.

Gestores educacionais deveriam observar essa lógica.

Uma instituição criativa não é aquela que realiza mais eventos sobre criatividade. É aquela que constrói condições para interpretar mudanças e redesenhar respostas:

  • professores com tempo para planejar e revisar;
  • lideranças capazes de sustentar experimentos;
  • métricas que reconheçam aprendizagem, não apenas execução;
  • parceiros que tragam repertório e confronto;
  • estudantes autorizados a formular problemas, e não somente responder perguntas.

Sem essa infraestrutura, a criatividade vira entretenimento corporativo.

Com ela, torna-se capacidade institucional.

A pergunta não é quantas atividades de inovação realizamos neste semestre.

A pergunta é: quando a realidade mudou o briefing, nossa organização soube criar uma resposta melhor?

Eu sou Luiz Guedes, founder e CEO do Grupo EPIC, especialista nas Novas Gerações. Por meio da Edtech.cool, ajudamos escolas, universidades e empresas a inovar seus conteúdos educacionais para um mundo cada vez mais dinâmico e inovador.

Get the Book

The ultimate guide for creators: strategies, stories, and tools to help you grow your craft.

Guia do Educador na Nova Economia: Um guia para educadores que queirar engajar criativamente as Novas Gerações.

Aplique conceitos como Entertainment Design, Edutainment, Gamification, Microlearning e Ultralearning em seus métodos de ensino!

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Guia do Educador na Nova Economia: Um guia para educadores que queirar engajar criativamente as Novas Gerações.

Aplique conceitos como Entertainment Design, Edutainment, Gamification, Microlearning e Ultralearning em seus métodos de ensino!