O novo PISA oferece um dado incômodo: estudantes que utilizam IA para tarefas como resumir textos ou redigir trabalhos tendem a apresentar desempenho inferior.
Mas existe uma segunda parte muito mais interessante.
Alunos treinados para avaliar criticamente aquilo que a IA produz apresentam resultados melhores.
Portanto, talvez a pergunta errada seja:
“Devemos permitir IA na educação?”
A pergunta melhor é:
“Que atividade cognitiva continua pertencendo ao aluno depois que a IA entra no processo?”
Se a ferramenta encontra a informação, resume, estrutura o argumento e escreve a resposta, podemos receber um trabalho excelente sem saber se houve aprendizagem.
Isso muda inclusive nossa forma de avaliar.
Em vez de perguntar apenas “qual foi sua resposta?”, precisamos observar:
— Que pergunta você fez?
— Que fonte conferiu?
— O que rejeitou na resposta da IA?
— Que decisão tomou sozinho?
— O que consegue explicar sem abrir a ferramenta?
A educação não precisa ensinar alunos a competir com IA na produção de respostas.
Precisa ensiná-los a fazer aquilo que uma resposta pronta pode tornar desnecessário:
pensar.
Esse talvez seja o novo significado de alfabetização digital.
Não aprender a usar IA.
Aprender a não entregar a ela o pensamento que deveria continuar sendo nosso.
Eu sou Luiz Guedes, founder e CEO do Grupo EPIC, especialista nas Novas Gerações. Por meio da Edtech.cool, ajudamos escolas, universidades e empresas a inovar seus conteúdos educacionais para um mundo cada vez mais dinâmico e inovador.
