Durante algum tempo, “alfabetização em inteligência artificial” significou aprender prompts, conhecer ferramentas e descobrir como automatizar tarefas.
Isso já está ficando pequeno.
Quando agentes começam a executar partes inteiras do trabalho, a competência humana necessária muda.
Não basta saber pedir.
É preciso saber o que delegar, o que verificar, quando interromper, como avaliar a qualidade e onde a responsabilidade continua humana.
Essa talvez seja uma das grandes mudanças educacionais dos próximos anos.
A escola industrial preparava pessoas para executar processos.
A primeira onda da educação digital ensinou pessoas a operar ferramentas.
A próxima educação precisará formar pessoas capazes de orquestrar sistemas inteligentes sem terceirizar o próprio julgamento.
Nesse mundo, pensamento crítico deixa de ser uma disciplina abstrata.
Vira infraestrutura profissional.
