Paul McCartney tem 84 anos e continua aprendendo. Talvez exista uma lição importante nisso.

Paul McCartney tem 84 anos.

Depois de mais de seis décadas compondo, gravando, pintando, fotografando e ajudando a construir boa parte da trilha sonora da humanidade, ele aparentemente ainda não recebeu o memorando dizendo que deveria parar de aprender.

Continua criando.

Continua lendo.

Continua experimentando.

Continua curioso.

E talvez exista uma lição importante nisso.

SIGNAL — A curiosidade não se aposentou

Uma matéria recente do Minha Vida chamou atenção para os hábitos de McCartney fora dos palcos: ele lê, cozinha, pinta, convive com a família e experimenta coisas novas.

Não existe aqui nenhuma fórmula mágica de longevidade descoberta secretamente pelos Beatles.

Mas existe algo que a ciência conhece bem: nosso cérebro continua respondendo àquilo que fazemos com ele.

Conceitos como neuroplasticidade e reserva cognitiva ajudam a explicar por que educação, atividades intelectualmente estimulantes e novas experiências ao longo da vida importam.

Isso não significa que aprender violão aos 70 anos seja uma apólice de seguro contra doenças neurodegenerativas.

A ciência é um pouco menos conveniente do que o Instagram.

Mas significa que continuar aprendendo importa.

THINK — Nós inventamos uma idade para aprender

Durante muito tempo organizamos a vida mais ou menos assim:

Primeiro aprendemos.
Depois trabalhamos.
Depois descansamos.

Escola. Faculdade. Talvez uma pós.

Pronto.

Parabéns. Você está oficialmente educado.

O problema é que alguém formado aos 22 pode viver até os 90.

São quase sete décadas tentando sobreviver intelectualmente com o download feito no começo da vida.

Em um mundo transformado por inteligência artificial, automação, novas profissões e novas formas de criar e trabalhar, isso deixou de fazer sentido.

Lifelong learning não é mais uma expressão bonita de congresso de educação.

É uma estratégia de vida.

O VALOR DE VOLTAR A SER INICIANTE

Existe algo desconfortável em aprender depois de adulto:

você precisa voltar a não saber.

E adultos odeiam não saber.

Depois de acumular experiência, cargos e certezas, começar uma língua, um instrumento, uma arte marcial, uma tecnologia ou qualquer coisa nova nos coloca novamente diante daquela sensação maravilhosa e irritante de incompetência.

Talvez seja exatamente por isso que faça tão bem.

O iniciante pergunta.

Experimenta.

Erra.

Observa.

Tenta novamente.

Aprender exige humildade intelectual.

E não significa necessariamente fazer mais cursos.

Hoje temos mais informação disponível no bolso do que qualquer geração anterior poderia imaginar — e inteligências artificiais capazes de explicar quase qualquer assunto em segundos.

Mas acesso ao conhecimento não é aprendizagem.

Aprender é permitir que alguma coisa modifique a maneira como você pensa, cria ou age.

Por isso, talvez uma pergunta interessante para qualquer idade não seja:

“O que você sabe?”

Mas:

“O que você ainda está tentando descobrir?”

WHAT IF?

Paul McCartney provavelmente não precisa provar mais nada a ninguém.

Mesmo assim, continua criando, experimentando e aprendendo.

Passamos boa parte da vida tentando deixar de ser iniciantes.

Queremos saber. Dominar. Controlar. Ter respostas.

Talvez exista uma sabedoria inesperada no movimento contrário:

escolher, de tempos em tempos, alguma coisa diante da qual ainda somos pequenos.

Porque talvez envelhecer não seja apenas acumular anos.

Talvez também seja o risco de acumular certezas.

E talvez uma das melhores maneiras de continuar intelectualmente vivo seja muito simples:

Nunca pare de ser iniciante.

WHAT IF?

E se uma das melhores estratégias para envelhecer fosse nunca deixar de ser aprendiz?

THINK EPIC.
Novas ideias. Novas linguagens. Novas possibilidades.

Get the Book

The ultimate guide for creators: strategies, stories, and tools to help you grow your craft.

Guia do Educador na Nova Economia: Um guia para educadores que queirar engajar criativamente as Novas Gerações.

Aplique conceitos como Entertainment Design, Edutainment, Gamification, Microlearning e Ultralearning em seus métodos de ensino!

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Guia do Educador na Nova Economia: Um guia para educadores que queirar engajar criativamente as Novas Gerações.

Aplique conceitos como Entertainment Design, Edutainment, Gamification, Microlearning e Ultralearning em seus métodos de ensino!